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10/08/2004 09:41
Natação feminina do Brasil quer confirmar evolução em Atenas
Da Redação
A equipe brasileira de Natação feminina é composta por oito mulheres ainda com jeito de meninas e com média de idade de 21 anos. Elas representam a nova geração da Natação brasileira, que em Atenas 2004 já estabeleceu o número recorde da participação feminina nos Jogos Olímpicos. Até então, o Brasil havia sido representado no máximo por cinco mulheres nas edições de Berlim 1936 e Londres 1948.

Nesta terça-feira, a equipe brasileira caiu na água para seu segundo treino em Atenas, no Olympic Aquatic Centre, localizado no Centro Olímpico de Maroussi, depois de cinco dias de aclimatação em Lisboa, em Portugal.

Mais do que lutar por vaga nas finais dos Jogos, as nadadoras brasileiras querem confirmar que o processo de desenvolvimento é um caminho sem volta. "A participação da Fabíola Molina em Sydney foi fundamental para este recorde em Atenas. A Confederação passou a investir mais nas mulheres, possibilitando que ganhássemos experiência internacional", comentou Rebeca Gusmão, de 19 anos, que nadará os 50m e 100m livre, além do revezamento 4x100m livre.

Mariana Brochado, também de 19 anos, concorda com Rebeca e acredita que a realidade da Natação feminina brasileira já é outra. "Vou mais longe. A participação da Gabriele Rose em Atlanta 1996 já foi importante para todas nós. Nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo já demonstramos nossa força e nos aproximamos do Canadá", lembrou a nadadora.

Principal nome da natação brasileira, com quatro medalhas conquistadas em três participações olímpicas, Gustavo Borges considera normal a evolução feminina. "Uma hora isso iria acontecer. Agora elas farão sua própria história. Acredito que nos próximos anos haverá uma igualdade entre os homens e mulheres. A década de 90 foi nossa. Quem sabe essa próxima não será delas", indagou o nadador, que disputará apenas o revezamento 4x100m livre em sua quarta e última participação em Jogos Olímpicos.